Como de praxe, fui à agência Delfior - que fica na rua São Paulo, pertinho do Shopping Cidade - ontem, mas não para trocar pois não tinha levado nenhuma revista, mas para comprar revistas. Para quem não conhece, Delfior é como uma banca de revistas que vende vários tipos de revista de edições antigas por preços bacanas. É possivel também fazer trocas, um bom jeito de economizar dinheiro. Conheço a da rua São Paulo, mas tem outra Delfior na Praça da Estação, mas não gosto muito dessa unidade não, já sou assídua na outra e estou acostumada, além disso a senhora que está sempre lá é muito simpática. Isso não é uma propaganda, mas uma dica para quem curte aproveitar o que a cidade pode oferecer e claro, gosta de ler revistas. Como estava com tempo, folheei bastante revistas e descobri uma edição bacana da Vida Simples. É do mês de setembro, edição 150 especial de mobilidade. Ainda não tive tempo de ler tudo, mas está sensacional! Cheia de matérias interessantes e todas relacionadas a mobilidade. Além dessa, comprei também a Glamour desse mês. Bicicleta está na moda! rsrsr Não gosto de seguir tendências, mas essa definitivamente vale a pena seguir - pra mim não é novidade, mas fica a dica pra quem ainda não garantiu sua bike! Na última capa da revista tem uma estilista - ao que tudo indica ela é mesmo brasileira - a Vanessa Montoro, que se diz louca por bikes. Na página tem vários dos modelos que ela tem e seu depoimento: " O estilo de vida da minha família é totalmente planejado pra irmos de bike pra baixo e pra cima. Levo meu filho à escola, vou pro ateliê, faço compras no mercado...tudo de bicicleta! Tenho várias: umas mais modernas estilo speedy, outras bem retrozinhas. Trouxe a maioria da Itália. Algumas delas servem pra decorar o ateliê. E não tem jeito! Mesmo tendo várias, sempre que vejo uma mais diferentona, levo pra casa. Enquanto houver espaço..." (REVISTA GLAMOUR, 2015, p.146)
E despretenciosamente acabei descobrindo uma revista na internet sobre bicicleta. Chama-se Velô, e foi idealizada por duas mulheres: Lina Colnaghi e Sabrina Silveira. Dá pra acompanhar on line: http://revistavelo.com.br/
Ficam aí as dicas pra aproveitar um boa leitura nessas férias de verão!
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Evento - Possibilidades e Desafios da Mobilidade no campus UFMG
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Bike na Moda na bike
A tendência Cycle Chic ( ou pedalada com estilo) está vindo pra ficar! Como em vários aspectos, estamos importando mais uma tendência: Cycle Chic. Esse termo está pegando nas redes sociais e internet e parece que chegou com força! O Cycle Chic começou na Dinamrca e se tornou um movimento que busca levar o ciclismo urbano ao que era antigamente: Ferramenta de transporte. Além do apelo fashion, o movimento busca incentivar as pessoas a usarem a bicicleta como uma ferramenta de transporte e não somente como esporte, por isso as roupas para pedalar não ficam restritas à moda fitness!
O termo “cycle chic” surgiu em Copenhague, em meados de 2006, quando o fotógrafo Mikael Colville-Andersen criou um blog
com fotos de ciclistas estilosos da cidade, uma das mais adaptadas ao
ciclismo urbano. Desde então, seu blog documenta através
de fotos aqueles que conseguem se vestir bem e de forma prática para
pedalar.
O blog Copenhagen Cycle Chic ficou conhecido, a ideia se espalhou pela Europa e começa a tomar força ao Brasil. Alguns sites em português são o Curitiba Cycle Chic , Gata de Rodas. ( Informações encontradas no site: http://www.euvoudebike.com/2010/05/cycle-chic-pedalada-com-estilo-e-possivel/ )
Em Belo Horizonte tem o BHCycleChic: https://bhcyclechic.wordpress.com/
Confesso que no começo estava meio avessa a esse movimento, pois não
entendia direito a sua ideologia e parecia mesmo meio segregacionista
(pois nas fotos que via eram pessoas chiques bebendo champanhe!) os
passeios que alguns grupos realizavam. Mas compreendendo como um
movimento que busca incentivar as pessoas a usarem quaisquer vestimentas
para andar de bicicleta na cidade, fiquei mais simpática e vamos
considerar que nessa cultura do automóvel que acredita que o ciclista
urbano é um fracassado que não pode pagar por um carro, pedalar com
trajes "finos" é mesmo um banho de água fria! Sempre pedalei com a roupa
que me desse vontade ( exceto saias) - desde shorts jeans, a vestidos
(com shorts por baixo), calça jeans além das roupas de malha que já são
mais comuns à pratica esportiva. Quanto a calçados também variei
bastante: Tênis, Rasteira, Chinelo. Sandália de salto nunca. Pelo mesmo
motivo da saia: A cidade e as pessoas que nela vivem não me inspiram
essa segurança, seria muito ousado e muito chamativo - o que me tornaria
mais ainda alvo de cantadas machistas e comentários desafetuosos.
Bem
agora falando de coisas boas: Em decorrência dessa nova tendência, a
bicicleta hoje é facilmente encontrada estampando tecidos diversos (cada
um mais lindo que o outro), em pingentes de colares, brincos, bolsas,
mochilas! Para as apaixonadas e os apaixonados por bike é uma gratidão! Abaixo, selecionei algumas imagens inspiradoras!
Essas são uma parceria da Farm com a Lev. Estou mostrando apenas dois dos 4 modelos feitos:
Todas essas imagens foram tiradas da internet.
Vejam as mulheres lá fora usam até saltos! Que charme!
E não podia deixar de mostrar uma paixão, né: Poás!
Homens charmosos!
E agora a bike estampando tecidos e em acessórios:
Ah esse eu quero!
Que bolsinha charmosinha, né?
Muito criativo este anel!
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Brasil, meu Brasil Bicicleteiro...
Na última semana, tirei uns dias de férias e fui à Salvador e Ilha de Boipeba. Achei incrível como a quantidade de bicicleteiros e bicicletas é grande por lá! E não vi muitas ciclovias. Claro que em Salvador há ciclovias, inclusive pude ver uma na orla. Mas dentro da cidade mesmo, perto de onde fiquei, não vi não. Não digo que não exista, mas como fiquei somente próximo ao Pelourinho, acredito que por lá não haja. Mas isso não impede que os ciclistas circulem! E é isso que acho de mais valioso, pois pude perceber o quanto a bicicleta é utilizada como meio de transporte mesmo numa cidade grande e sem muitas condições de circulação e respeito. Aliás, deixo claro aqui a minha insatisfação quanto ao modo como os soteropolitanos conduzem: Peguei táxi e ônibus e em ambos senti muito medo, pois os motoristas foram muito "violentos" e não respeitaram nem o limite de velocidade nem muitas regras de circulação. Em contrapartida, minha satisfação ao ver a quantidade de ciclistas nas ruas foi enorme: Tinha crianças, adultos, adultos com crianças, idosos. Todos andando de bici. Tirei algumas fotos, mas nem de longe representa o universo bicicleteiro bahiano! Em Boipeba por sua vez, não circulavam carros, é uma ilha paradisíaca e cheia de ciclistas! Pedi licença para alguns e compartilho aqui as imagens.
Encontro GEBIKE 04-11-2014
O encontro do GEBIKE de hoje contou com a presença de cinco integrantes, sendo um recém-chegado, o Cleytom, do curso de Engenharia Elétrica. Como já devem ter percebido, o GEBIKE é multidisciplinar e busca um diálogo interdisciplinar. Nesse sentido, acreditamos que os diálogos, estudos e pesquisas se fortalecem quando pessoas com diferentes bagagens e visões se aproximam. Antes de prosseguir, apresento os participantes atuais: Augusto Schmidt - Engenharia Ambiental; Danira Morais - Ciências Sociais; Eros Sousa - Ciências Sociais; João Paulo Farkasvolgyi; Marcos Buba - Educação Física; Ludmila Miranda - Educação Física, Irene Benevides - Educação Física e o recém chegado Cleytom Ferreira (recém chegado no grupo mas no assunto da bike já tem uma longa estrada!). O grupo mesmo ainda pequeno já está bastante rico.
Mas seguindo essa conversa, o encontro de hoje se baseou no texto "Bicicleta e Tempo de Constestação" do sociólogo brasileiro Leo Vinicius Maia Liberato. O autor também assina com o pseudônomo de Ned Ludd um artigo e a organização de um livro disponibilizado em pdf na internet: Apocalispe Motorizado. A discussão à semelhança do artigo foi muito interessante! O autor parece destacar alguns pontos como a questão do tempo, das técnicas e tecnologias, da ecologia social, dos movimentos sociais, do lazer e das festas. Todos esses pontos se entrelaçam para deixar clara a concepção do autor. Não vou me estender sobre o texto mas o indico a quem tiver interesse pois é um texto com uma visão crítica e de leitura valiosa. Muito do que o autor traz remete a outros textos que já tive contato: Morte e Vida de Grandes Cidades, da Jane Jacobs, Provos Amsterdam e o nascimento da contracultura de Matteo Guarnaccia, e claro alguns textos de Apocalipse Motorizado, que fazem uma crítica mais contundente à sociedade do automóvel. Fica aí então dicas de leitura para ampliarmos essa conversa! Em breve será divulgado o evento que realizaremos no final de novembro e traremos mais informações sobre o mesmo.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
De Bicicleta no BRT MOVE
Na última Massa Crítica, levei minha bicicleta, a Dona Florinda (sim, esse é o nome da bike) no BRT para voltar pra casa. Depois de ter ido de casa até o centro e do centro ter feito um passeio de aproximadamente 1 hora e meia, totalizando 3h em cima da bike (gastei também 1 hora e meia para chegar até o centro), estava cansada e como quem conhece a realidade de BH sabe, é perigoso uma menina voltar sozinha pra casa depois das 22h, passando pela Lagoinha e Pedro II. Logo, decidi tentar entrar no BRT com a bike. O detalhe é que era uma sexta-feira e só é permitido circular no BRT com a bike aos finais de semana. O primeiro ônibus não me deixou entrar, disse que só no dia seguinte. Ok Esperei o próximo que estava até mais vazio, esse permitiu. Foi uma gentileza, claro. Mas o que mais me impressionou foi a compaixão das pessoas. Vendo que eu estava com dificuldade em subir a bike ( a porta é muito, mas muito estreita e tem uma barra divisória no meio), um dos passageiros veio me ajudar. Na verdade, fez tudo sozinho. Ponto negativo do BRT: Inapropriado para entrar fora das estações. Ponto positivo do Breno (o que me ajudou): Coração bom, compaixão. Ponto negativo pra mim: Deveria ter ido para uma estação.
Mas não acabou o sufoco, eu ainda tinha que ajeitar a bicicleta no ônibus. Mais uma vez não consegui fazer sozinha. Minha bicicleta é grande e pesada, o sistema é meio confuso e exige uma certa força e habilidade, afinal a bike fica presa por duas fitas, uma dianteira e outra traseira. Um outro passageiro me ajudou a descer os bancos (os bancos da frente do suporte devem ser inutilizados e curvados para que a bike fique suspensa e não impeça a abertura da porta traseira do ônibus), o Breno continuou dando apoio e o trocador foi super atencioso e solícito dando instruções e segurando a bike para eu prender as fitas. Ficou tranquilo, segui minha viagem, super feliz por ter contado com o apoio de todos.
A saída do ônibus foi mais tranquila, consegui tirar a fitas com certa agilidade, o trocador retornou para me ajudar a tirar a bike do apoio e o Breno, por coincidência descia no mesmo ponto. Mais uma vez ele fez toda a força ao levantar a bike para sair da estação. E mais uma vez assumo que teria tido muitíssima dificuldade em fazer sozinha, pois a porte de saída de cadeirantes estava fechada e foi preciso passar a bike por cima das catracas. Segui de bike até em casa, cerca de 3km. Foi ótimo. Até as capivaras dormindo tive o prazer de ver.
Deixo uma dica, se for entrar de bike no MOVE, faça um esforço para chegar até uma estação! E se possível, vá em dupla ou conte com a solidariedade das pessoas! O que é também uma ótima forma de conhecer e conversar com gente nova!
Como falamos na massa: Mais Amor, Menos Motor! Esse foi o legado do dia!
Assinar:
Postagens (Atom)














