terça-feira, 3 de março de 2015

Dobráveis - na guerra e na paz

Talvez muita gente ainda não saiba, mas as bicicletas dobráveis não são invenção deste século. Foi no final do século XIX, que o exército francês e de outros países como a Itália, criaram bicicletas dobráveis para equipar seus exércitos de infantaria. As bicicletas desempenharam parcialmente o papel de cavalos na guerra. 
Foi publicado na Revista Bicicleta (Nº 20, Ago/Set de 2012), que atualmente o exército norte americano mantém uma brigada de infantaria e outra de paraquedistas, equipadas com bicicletas Montague Paratrooper dobráveis. 


A dobrável Paratrooper foi desenvolvida pela empresa Montague, e comercializa a bicicleta também para uso civil. No site http://mtbbrasilia.com.br/2014/05/27/montague-paratrooper-a-bike-oficial-do-exercito-dos-estados-unidos/ , encontrei algumas explicações sobre esta bicicleta: ela é equipada com um amortecedor dianteiro Suntour XCT V4, com 80 mm de curso e transmissão  Shimano de 24 velocidades. O quadro é construído em liga de alumínio 7005, com cinco camadas de pintura especial sem a assinatura de calor, o que impede sua fácil detecção por equipamentos de visão noturna. Ela pesa 13 quilos e sua capacidade de carga é de 34. Seu design permite a utilização em qualquer tipo de terreno em alta velocidade e silenciosamente, podendo ser dobrada em menos de 30 segundos, e pode ser fixada à mochila do paraquedista. 


Essa bicicleta dobrável usada pelo exército parece ser ideal para quem gosta de atingir maiores velocidades ou passar por terrenos mais acidentados. 
Mas nem só para a guerra essas bicicletas são práticas: As bicicletas dobráveis estão cada vez mais presentes no cenário urbano. Cresce o número de usuários das dobráveis que contam em BH com vários grupos, sendo que nesse carnaval, a cidade contou com o Bloco Dobrável ( saiu no dia 14/02 da Praça Floriano Peixoto), que reuniu os foliões adeptos desse modelo de bicicleta.
As dobráveis são muito práticas para quem percorre longas distâncias nos seus deslocamentos cotidianos, pois permite que o ciclista utilize também outros meios de transporte para chegar ao seu destino: Basta dobrar a bike e entrar com ela no ônibus ou metrô e desdobrá-la para percorrer de bike o restante do caminho. Dessa forma, se por exemplo o ciclista quer andar em um determinado local distante e não tem fôlego ou coragem para percorrer o caminho até lá, pode pegar uma caroninha com outro veículo de transporte.

B'twin hoptown 5

B'twin hoptown 5 - dobrada


Além dessa ampliação de possibilidades, a dobrável é indicada também para quem tem pouco espaço em casa para guardar a bike ou para quem não pode contar com bicicletários seguros no local de destino (já que ela dobrada ocupa pouco espaço, pode ser levada com a própria pessoa ou ser guardada em um cantinho do escritório).
Quanto às melhores marcas de dobráveis, acredito que variam muito e é importante fazer uma pesquisa das peças que compõem a bike, além de testar o conforto e conversar com pessoas que as utilizam! 
Não tenho indicações de marcas para fazer porque não sou usuária desse modelo de bike. Mas achei um blog legal com o relato de uma pessoa que passou pela fase de busca desse tipo de bike em BH, então quem quiser ver a opinião do camarada segue o link: http://trilhasmtb.com/2012/01/04/relatos-de-uma-bicicleta-dobravel-em-bh-parte01/ 


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Velô - Moda a favor da (o) ciclista urbana (o)

Roupas para ciclistas que procuram por performance na estrada ou na trilha são muitas e cada vez mais tecnológicas para ajudar o atleta a diminuir a resistência do ar, a evaporar o suor, proteger contra radiação solar, enfim, são roupas especializadas para ajudar o atleta a maximizar a performance nas provas e treinos. 
Mas quando vemos que a bicicleta está cada vez mais presente no cenário das grandes cidades e percebemos que muitos dos adeptos estão "se lixando" para performance e querem mais é conforto e estilo, essas vestimentas não são lá muito apropriadas. Não seria um charme circular com a bike por aí portando um vestido com ótimo caimento? Ou uma calça que permita realizar os movimentos de flexão e extensão dos joelhos sem limitar a angulação?
Então é justamente isso que a marca Velô, criada pela jornalista Nina Weingrill, sua mãe e estilista Cláudia Pereira Weingrill e a designer de moda Camila Silveira, todas três ciclistas, procura: Unir estilo e conforto para a (o) ciclista urbana (o). As roupas oferecidas pela marca faz tornar o dia-a-dia de quem optou por usar a bike na cidade muito mais prática: Todas as peças são feitas com tecidos tecnológicos. Alguns tem proteção UV, são bacteriostáticas e de fácil transpiração. Ou seja, usam a tecnologia adequada para a prática de atividades físicas (uma vez que não se restringe ao universo ciclístico, mas podem ser usadas também por quem anda a pé nas ruas, de patins ou outras formas de locomoção mais ativas), aliadas a modelagens mais confortáveis e charmosas, que permitem ir ao trabalho de bicicleta sem precisar levar uma muda de roupas para trocar!



Para conferir a coleção: https://vimeo.com/102890681
A Velô é vendida para todo o Brasil pelo site: www.velo.vc
É possível também encontrar peças da marca na loja Adoro Bike (adorobike.com.br)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Bicicleta e Sociedade - Um assunto acadêmico

É com muita satisfação que comunico a aprovação de uma disciplina que ministrarei junto com o professor José Alfredo Debortoli e com a participação de Augusto Schmidt, no curso de Educação Física. O que parecia distante se tornou realidade, com muita dedicação e esforço. Para quem acompanha, sei que são poucos, criei o GEBIKE em 2009 e no início, foram só os amigos que apoiaram a iniciativa, comparecendo aos encontros e discutindo esse tema tão instigante. Desde o início participaram pessoas de cursos diversos como Turismo, Engenharia Civil, Ciências Biológicas, Ciências Sociais e claro, Educação Física. Nessa época, parecia dispensável discutir o tema, pois pouca atenção era dada ao uso da bicicleta como meio de transporte na cidade. Em 2010, ano em que me graduei, pretendia que algum dos membros prosseguisse com o grupo, mas não foi possível. Então de 2010 a 2014, o grupo ficou inativo. Com a minha volta para a universidade no curso de mestrado em estudos do lazer e estimulada pelo meu tema de pesquisa " O grupo Massa Crítica em Belo Horizonte: Em busca de relações entre Movimentos Sociais e Lazer", quis retomar o grupo e aprofundar no assunto. Entrei em alguns grupos, comecei a participar de comunidades pela rede social, enfim, procurei me inteirar da luta em prol de reconhecimento e melhorias para o uso da bicicleta como meio de transporte na cidade. Nesse sentido, conheci e me aproximei da associação BH em Ciclo e através dela pude conhecer também outros grupos como o Bike Anjo BH, um grupo de voluntários que ensina as pessoas a pedalar, o GT Pedala, grupo que se reúne para discutir políticas de bicicleta na cidade em diálogo com a prefeitura e a BHtrans, além de outros grupos que fazem essa interlocução através dessa rede de ciclistas. Percebi que o cenário da bicicleta em BH cresceu exponencialmente nos últimos anos e as pessoas estão cada vez mais conscientes de que a bicicleta é uma alternativa ecológica, saudável e propiciadora de experiências lúdicas, nos grandes centros urbanos. 
Com o apoio sempre presente do professor José Alfredo ao GEBIKE, decidimos ofertar uma disciplina intitulada Bicicleta e Sociedade no curso de educação física, dada sua relevância e pertinência ao curso. 
Acredito que esse passo é muito importante não só para os estudantes que terão contato com a disciplina quanto para o fortalecimento de idéias e de uma cultura que anda na contramão da lógica de mercado e consumo, cada vez mais presente em nossas vidas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Bicicletas Compartilhadas para os pequenos


Apareceu por aqui ano passado as bicicletas compartilhadas do Itaú, o Bike BH, do qual já dediquei uma postagem para explicar seu funcionamento. Essa idéia veio de outros lugares do mundo, que já contam com uma frota de bicicletas bem mais densa e com sistema operacional de qualidade. Mas a frança conseguiu ainda surpreender! Criou o sistema de compartilhamento de bicicletas para os pequenos! É isso mesmo. Em Paris, começou a funcionar desde 18 de junho do ano passado, o P'tit Velib, que tem cerca de 300 bicicletas em quatro tamanhos, que atende o público de 2 até 8 anos de idade:

Sem pedais, essa bicicleta é recomendada para crianças de 2 a 4 anos de idade, pois ajuda a aprender a se equilibrar sobre duas rodas.
12 Polegadas Possui rodinhas removíveis - Ideal para crianças de 3 a 5 anos

Também possui rodinhas removíveis, com tamanho de 16 polegadas é indicada para crianças de 5 a 7 anos

20 Polegadas - Indicada para crianças em torno de 8 anos, acompanhadas dos pais (não tem rodinhas removíveis, então é sempre bom ter um adulto por perto, né?)

Todas essas bicicletas já estão espalhadas próximas a parques e praças da cidade.
Como está escrito no site, bons hábitos devem ser aprendidos cedo! E os parisienses já deram mais um passo para um futuro mais ecológico. Seria bom se a idéia pegasse por aqui, não é? Assim as crianças que não podem ter sua própria bicicletinha, não precisam deixar de aprender esses movimentos, que direcionam para a liberdade!
Se quiserem conhecer melhor o projeto e saber onde encontrar essas bicicletas ( caso você esteja de férias em Paris com a família ), aí vai o link http://blog.velib.paris.fr/en/ptit-velib/

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Para aproveitar as férias de verão

Como de praxe, fui à agência Delfior - que fica na rua São Paulo, pertinho do Shopping Cidade - ontem, mas não para trocar pois não tinha levado nenhuma revista, mas para comprar revistas. Para quem não conhece, Delfior é como uma banca de revistas que vende vários tipos de revista de edições antigas por preços bacanas. É possivel também fazer trocas, um bom jeito de economizar dinheiro. Conheço a da rua São Paulo, mas tem outra Delfior na Praça da Estação, mas não gosto muito dessa unidade não, já sou assídua na outra e estou acostumada, além disso a senhora que está sempre lá é muito simpática. Isso não é uma propaganda, mas uma dica para quem curte aproveitar o que a cidade pode oferecer e claro, gosta de ler revistas. Como estava com tempo, folheei bastante revistas e descobri uma edição bacana da Vida Simples. É do mês de setembro, edição 150 especial de mobilidade. Ainda não tive tempo de ler tudo, mas está sensacional! Cheia de matérias interessantes e todas relacionadas a mobilidade. Além dessa, comprei também a Glamour desse mês. Bicicleta está na moda! rsrsr Não gosto de seguir tendências, mas essa definitivamente vale a pena seguir - pra mim não é novidade, mas fica a dica pra quem ainda não garantiu sua bike! Na última capa da revista tem uma estilista - ao que tudo indica ela é mesmo brasileira - a Vanessa Montoro, que se diz louca por bikes. Na página tem vários dos modelos que ela tem e seu depoimento: " O estilo de vida da minha família é totalmente planejado pra irmos de bike pra baixo e pra cima. Levo meu filho à escola, vou pro ateliê, faço compras no mercado...tudo de bicicleta! Tenho várias: umas mais modernas estilo speedy, outras bem retrozinhas. Trouxe a maioria da Itália. Algumas delas servem pra decorar o ateliê. E não tem jeito! Mesmo tendo várias, sempre que vejo uma mais diferentona, levo pra casa. Enquanto houver espaço..." (REVISTA GLAMOUR, 2015, p.146)
E despretenciosamente acabei descobrindo uma revista na internet sobre bicicleta. Chama-se Velô, e foi idealizada por duas mulheres: Lina Colnaghi e Sabrina Silveira. Dá pra acompanhar on line: http://revistavelo.com.br/
Ficam aí as dicas pra aproveitar um boa leitura nessas férias de verão!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Evento - Possibilidades e Desafios da Mobilidade no campus UFMG



No dia 26-11 quarta-feira, realizamos na UFMG uma conversa sobre mobilidade no campus. O encontro foi aberto a toda a comunidade da UFMG e a quem se interessasse pela temática, uma vez que foi divulgado pelas redes sociais. Todavia, coincidentemente, aconteceria no mesmo dia a partida final da copa do Brasil de futebol, e a disputa se daria com os dois times rivais de minas: Cruzeiro e Atlético. Com isso muita gente deixou de ir ao encontro, que contou basicamente com os integrantes atuais do grupo de estudos. Mas não foi pela falta de público que a conversa foi adiada. Com muita disposição e vontade em compartilhar conhecimentos e experiências, o prof. Dimas Alberto Gazolla apresentou-nos o projeto de acessibilidade no campus, com detalhes e espaço para perguntas. A conversa rendeu bastante! (Começamos às 16:30 e finalizamos somente às 19:30, quando o barulho dos fogos de artifício em decorrência da partida final não mais permitiram a fluidez da conversa.) Tenho certeza de que quem participou desse encontro ficou instigado e com uma coceirinha boa: Precisamos promover alguma ação mais direta na Universidade! Com tantas possibilidades e desenvolvimento tecnológico, além de estudantes e professores de excelência, urge uma postura mais eficaz, acessível e confortável em relação ao transporte e aos deslocamentos. Abaixo imagens do evento que ocorreu no auditório da Escola de Educação Física da UFMG.



Professor Dimas Alberto Gazolla


Cartaz interativo, afixado no Restaurante Universitário

O professor e os participantes do GEBIKE

O prof. Dimas e os integrantes do GEBIKE

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Bike na Moda na bike

A tendência Cycle Chic ( ou pedalada com estilo) está vindo pra ficar! Como em vários aspectos, estamos importando mais uma tendência: Cycle Chic. Esse termo está pegando nas redes sociais e internet e parece que chegou com força! O Cycle Chic começou na Dinamrca e se tornou um movimento que busca levar o ciclismo urbano ao que era antigamente: Ferramenta de transporte. Além do apelo fashion, o movimento busca incentivar as pessoas a usarem a bicicleta como uma ferramenta de transporte e não somente como esporte, por isso as roupas para pedalar não ficam restritas  à moda fitness!
O termo “cycle chic” surgiu em Copenhague, em meados de 2006, quando o fotógrafo Mikael Colville-Andersen criou um blog com fotos de ciclistas estilosos da cidade, uma das mais adaptadas ao ciclismo urbano. Desde então, seu blog documenta através de fotos aqueles que conseguem se vestir bem e de forma prática para pedalar.
O blog Copenhagen Cycle Chic ficou conhecido, a ideia se espalhou pela Europa e começa a tomar força ao Brasil. Alguns sites em português são o Curitiba Cycle Chic , Gata de Rodas. ( Informações encontradas no site: http://www.euvoudebike.com/2010/05/cycle-chic-pedalada-com-estilo-e-possivel/ )
Em Belo Horizonte tem o BHCycleChic: https://bhcyclechic.wordpress.com/ 
Confesso que no começo estava meio avessa a esse movimento, pois não entendia direito a sua ideologia e parecia mesmo meio segregacionista (pois nas fotos que via eram pessoas chiques bebendo champanhe!) os passeios que alguns grupos realizavam. Mas compreendendo como um movimento que busca incentivar as pessoas a usarem quaisquer vestimentas para andar de bicicleta na cidade, fiquei mais simpática e vamos considerar que nessa cultura do automóvel que acredita que o ciclista urbano é um fracassado que não pode pagar por um carro, pedalar com trajes "finos" é mesmo um banho de água fria! Sempre pedalei com a roupa que me desse vontade ( exceto saias) - desde shorts jeans, a vestidos (com shorts por baixo), calça jeans além das roupas de malha que já são mais comuns à pratica esportiva. Quanto a calçados também variei bastante: Tênis, Rasteira, Chinelo. Sandália de salto nunca. Pelo mesmo motivo da saia: A cidade e as pessoas que nela vivem não me inspiram essa segurança, seria muito ousado e muito chamativo - o que me tornaria mais ainda alvo de cantadas machistas e comentários desafetuosos.
Bem agora falando de coisas boas: Em decorrência dessa nova tendência, a bicicleta hoje é facilmente encontrada estampando tecidos diversos (cada um mais lindo que o outro), em pingentes de colares, brincos, bolsas, mochilas! Para as apaixonadas e os apaixonados por bike é uma gratidão! Abaixo, selecionei algumas imagens inspiradoras!

Essas são uma parceria da Farm com a Lev. Estou mostrando apenas dois dos 4 modelos feitos:


Todas essas imagens foram tiradas da internet.
Vejam as mulheres lá fora usam até saltos! Que charme!


 E não podia deixar de mostrar uma paixão, né: Poás!

 Homens charmosos!



E agora a bike estampando tecidos e em acessórios: 




 Ah esse eu quero!


Que bolsinha charmosinha, né?

 Muito criativo este anel!